Modéstia à parte, poucas pessoas que moram na área urbana da Prata conhecem nossas estradas rurais como eu, por dois motivos muito simples: por se eletricista e atender a vários chamados de clientes que residem em áreas remotas da cidade e por todos os anos que andei com a minha gaiola por trilhas e estradas, algumas totalmente desconhecidas da maioria.
Há cerca de quatro ou cinco anos, em minhas andanças pelas estradas que ligam o bairro da Fonte Platina ao da Cascata, comecei a perceber um desenfreado plantio de eucaliptos por aquelas bandas – e isso ocorria dia a dia, sem parar, por tudo que era pasto e área descampada.
Não sou ecologista nem ligada a grupos de defesa do meio ambiente, mas não precisa ser especialista nem “bidú” pra saber dos danos causados principalmente ao solo por conta da plantação de eucaliptos. Da mesma forma que não é necessário ser perito em transporte ou logística para imaginar que um dia eles seriam cortados e teriam de escoar por algum lugar. E aqui entra o motivo do post.
Tenho acompanhado, pelo Grupo Fala Prata, no Facebook, as discussões sobre esse lamentável fato e resolvi me aventurar por aquelas bandas, no domingo, para ver e entender o que realmente acontece no presente momento e tecer alguns comentários a respeito.
Acho muito oportuna a criação do grupo para discutir os problemas da cidade e apresentar soluções. A exploração correta dessa ferramenta que é o Facebook e da internet , pode nos ajudar muito. Mas quando há informações incorretas e/ou desencontradas, prejudica tanto quanto.
Segundo algumas informações e comentários postados no grupo, a empresa estaria retirando madeira de eucaliptos plantados em Poços de Caldas e utilizaria a estrada da Cascata para sonegar impostos. Não se trata disso e não deveria ser esse o foco. Como cidadão pratense, jamais ficarei contra a minha cidade, principalmente quando problemas como esses estiverem em pauta e causarem transtornos a outros cidadãos e grandes amigos como os que tenho no bairro da Cascata, mas precisamos assumir as omissões que foram cometidas por nós e pelas autoridades no passado recente.
Como já escrevi acima, andei pelas principais vias de acesso aos mais diversos locais da Prata. Estradas que vão para a Cascata, Ponte de Pedra, Pico do Gavião, Andradas, Coqueiro Torto e o que se vê é uma infinidade de eucaliptos dos mais diversos tamanhos: novos, brotando, crescendo, crescidos, engrossando, prontos para contar, cortados aguardando transporte, enfim, ao gosto de qualquer cliente, a perder de vista, e que levará muito tempo até que tudo seja retirado. Tudo em território paulista. Se os que estão sendo transportados agora são os de “terras mineiras”, e a alegação é que não temos nada com isso, o que acontece com os que são retirados da Prata?
Vou repetir o que já disse acima: não estou defendendo, nem a empresa que plantou ou que transporta, nem a cidade Poços de Caldas e muito menos a sonegação de impostos, até porque os meus são pagos religiosamente. Meu objetivo é chamar a atenção para o “nosso” problema, pelo bem da verdade. E qual é essa verdade? É que deveríamos ter tomado providências no momento em que se começou o plantio - se não para proibir, ao menos para inibir ou controlar. Sempre olhando para frente e antecipando o problema.
Entendo que algumas vezes, somente exagerando e expondo fatos que decorrem do que realmente interessa é que conseguimos chamar a atenção. Não podemos achar que falando de sonegação nossos problemas serão resolvidos. Focando isso como problema principal, estamos colocando em segundo plano o que realmente interessa: a questão ambiental, humana e de existência.
Hoje, temos o querido bairro da Cascata refém dessa situação absurda que não pode continuar e que merece todo nosso empenho em defesa daquela população e da nossa Queria Águas da Prata.
Há cerca de quatro ou cinco anos, em minhas andanças pelas estradas que ligam o bairro da Fonte Platina ao da Cascata, comecei a perceber um desenfreado plantio de eucaliptos por aquelas bandas – e isso ocorria dia a dia, sem parar, por tudo que era pasto e área descampada.
Não sou ecologista nem ligada a grupos de defesa do meio ambiente, mas não precisa ser especialista nem “bidú” pra saber dos danos causados principalmente ao solo por conta da plantação de eucaliptos. Da mesma forma que não é necessário ser perito em transporte ou logística para imaginar que um dia eles seriam cortados e teriam de escoar por algum lugar. E aqui entra o motivo do post.
Tenho acompanhado, pelo Grupo Fala Prata, no Facebook, as discussões sobre esse lamentável fato e resolvi me aventurar por aquelas bandas, no domingo, para ver e entender o que realmente acontece no presente momento e tecer alguns comentários a respeito.
Acho muito oportuna a criação do grupo para discutir os problemas da cidade e apresentar soluções. A exploração correta dessa ferramenta que é o Facebook e da internet , pode nos ajudar muito. Mas quando há informações incorretas e/ou desencontradas, prejudica tanto quanto.
Segundo algumas informações e comentários postados no grupo, a empresa estaria retirando madeira de eucaliptos plantados em Poços de Caldas e utilizaria a estrada da Cascata para sonegar impostos. Não se trata disso e não deveria ser esse o foco. Como cidadão pratense, jamais ficarei contra a minha cidade, principalmente quando problemas como esses estiverem em pauta e causarem transtornos a outros cidadãos e grandes amigos como os que tenho no bairro da Cascata, mas precisamos assumir as omissões que foram cometidas por nós e pelas autoridades no passado recente.
Como já escrevi acima, andei pelas principais vias de acesso aos mais diversos locais da Prata. Estradas que vão para a Cascata, Ponte de Pedra, Pico do Gavião, Andradas, Coqueiro Torto e o que se vê é uma infinidade de eucaliptos dos mais diversos tamanhos: novos, brotando, crescendo, crescidos, engrossando, prontos para contar, cortados aguardando transporte, enfim, ao gosto de qualquer cliente, a perder de vista, e que levará muito tempo até que tudo seja retirado. Tudo em território paulista. Se os que estão sendo transportados agora são os de “terras mineiras”, e a alegação é que não temos nada com isso, o que acontece com os que são retirados da Prata?
Vou repetir o que já disse acima: não estou defendendo, nem a empresa que plantou ou que transporta, nem a cidade Poços de Caldas e muito menos a sonegação de impostos, até porque os meus são pagos religiosamente. Meu objetivo é chamar a atenção para o “nosso” problema, pelo bem da verdade. E qual é essa verdade? É que deveríamos ter tomado providências no momento em que se começou o plantio - se não para proibir, ao menos para inibir ou controlar. Sempre olhando para frente e antecipando o problema.
Entendo que algumas vezes, somente exagerando e expondo fatos que decorrem do que realmente interessa é que conseguimos chamar a atenção. Não podemos achar que falando de sonegação nossos problemas serão resolvidos. Focando isso como problema principal, estamos colocando em segundo plano o que realmente interessa: a questão ambiental, humana e de existência.
Hoje, temos o querido bairro da Cascata refém dessa situação absurda que não pode continuar e que merece todo nosso empenho em defesa daquela população e da nossa Queria Águas da Prata.
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| A poucos metros da Fazenda J. Ida, a empresa está organizada na retirada das madeiras. |
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| Sentido Ponte de Pedra, Pico do Gavião e Andradas. Tem eucalipto pra mais de metros! |
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| Toras de eucalipto aguardando transporte. |
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| Outro monte de toras ao lado da máquina que busca a madeira em terrenos de difícil acesso. |
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| Trailer de suporte administrativo para funcionários. |
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| Da estrada para a Cascata com vista para o Coqueiro Torto. |
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| Eucaliptos "sombreando" os dois lados da estrada para a Cascata. |
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| Sou do tempo em que eucalipto era uma árvore como outra qualquer, não um inimigo da natureza. Rolava até uma cervejinha naquela sombra. E a latinha eu trazia pra casa. |
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| Início do trecho de asfalto do bairro da Cascata. |
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| Prédio que deu origem ao nome do bairro - Estação da Cascata. Aguardando uma reforma como a que foi feita no prédio da Estação da Prata, em parceria com Dona Hilda, que ficou muito bom. |

































































